Foi
assim que aconteceu! Carlito foi a uma propriedade onde faziam extração de
juçara, cortava os belos cachos, e num processo bem simples extraiam sua poupa
preparando delicias coloridas. Tao logo pediu uma muda para plantar em seu
sitio, assim o fez todo animado, fazendo conta de quantos anos levaria para
colher, baseado nas informações que colheu de seu Joao dos Santos, engraçado
que a esposa de seu Joao é Santinha, e como não podia deixar de ser, seu sitio,
um santuário.
Carlito
com muito cuidado fez os berços, agricultor agroecológico não faz cova para
enterrar algo, faz berços onde semeia vida, fez uma espécie de ninho de
serapilheira ao redor de juçara, para quem sabe chocar seus cachos. Más para
tristeza de Carlito com o tempo as mudas definharam, morrendo uma por uma,
chegou até pensar que Joao não havia dado as mudas de bom grado.
De
uma coisa Carlito se esqueceu, de certo não era o bigode. João antes de plantar
juçara construiu um santuário, depois de um tempo, nem gastou plantar juçara,
na hora que o ambiente estava propicio os jacus semearam, juntamente com outras
espécies. Não basta ter a muda, é preciso muda o sistema, deixa que ande por
ali Juriti, e Ema...ncipe ,ter uma maior idade pra ser presenteado com os
cachos de juçara, antes teremos capoeira branca, embaúba e tantas outras que
com sabedoria prepara, pra outras
plantas de luxo como diria Joao.
Esta
história de Carlito, fez pensar-me quando é mesmo a hora de plantar certas
espécies de ideias, dependendo nem teima, para não criar certos probre...Ema
com este pássaro que não aprendeu a usar devidamente as asas. Meu sitio está no
estágio onde “estou açaí com Jussara e outras gostosas... frutas brasileiras,
por que meu amor e di...Vera “enquanto muitos ainda querem ficar com as ideias
embaúbas e capoeira branca, nem perceberam que estão agonizando, e desta forma
impedem o desenvolvimento do sistema, não tem coragem de roncar a moto serra
pôr medo em perder aquela desmilinguida sombra, não sabem que na “sucessão”
teremos frondosas arvores, quem sabe um Cedro, concede-nos um cetro abrindo
portas para novos paradigmas.
Mas
que ironia, envelhece as velhas arvores no sistema, se não sai por intervenção
humana, vem a intervenção divina, ou da natureza que pra mim é divina, um bum
de trovão e quando escuta o barulho a velocidade da luz em forma de relâmpago
esfa...cela, em outras ocasiões a força impiedosa do vento, tomba aquele arvore
abrindo uma clareira, os tolos choram a morte da arvore, enquanto os sábios
vibram com a infinidade de explosão de vida que surge com a entrada dos raios
de sol, e a circulação do vento. Certas estruturas andam de janelas fechadas,
não entrando luz, tornando-se criadouro de ácaros entre outras espécies que não
se incomodam em morrer de asfixia.
Penso
que certos ambientes das organizações sócias, Ongs, universidades e sistema
político está precisando cair um relâmpago, ou uma ventania varrer velhas
arvores que podem ser jovens em idade, más com ideais envelhecidos, tornaram
faze...dor de coisas, perdendo a mística que alimenta a história, nestes tempos
de hoje fizeram uma cova e sepultaram a indignação, na mesma cova que jogaram a
utopia. Como diria Zé Vicente que vê e sente “quando o dia da paz renascer,
quando a luz da esperança brilhar eu vou cantar” confesso que estou com este
canto na garganta, muitos engoliram o canto e o choro, não mais acreditam que
seja possível mudar, na verdade estes sim mudaram, ou se revelaram, mostrando
que seus discursos de outrora fazia coro com o andar da carruagem, más como
diria meu velho pai “no andar da carruagem as aboboras se ajeitam” pode ter
certeza que as aboboras com aptidão para haloim um dia vai mostrar sua
verdadeira face, veremos fincada sobre estacas com uma vela dentro expondo uma
falsa luz, que muito mais assusta que ilumina. Nesta hora vamos nos perguntar
por que não percebi isso antes, logo ele! Logo ela que falava umas coisas tão
bonitas? Quem sabe a culpa é sua que sempre gostou de pessoas que massageia seu
ego, enquanto por trás crava o prego.
Enfim
é o preço que a rosa paga por um jardineiro ama...dor, pôr medo ou covardia
entregamos nossos jardins e quintais ao primeiro aventureiro que se diz exímio
conhece...dor, poxa vida se a figura ama...dor esperávamos o que? Nosso sistema
florestal tem muito a nos ensinar, tendo em mão um bom facão, podíamos ter
podado muitos destes galhos que impedem o processo evolutivo do sistema, ou
mesmo saber a hora de arrancar alguma planta que da sombra, e assombra, criando
enormes fantasmas no escuro que ela mesma provoca. Um dia falaremos mais sobre
este sistema, quem sabe descobriremos que para estar presente muitas vezes
precisamos nos reciclar, que é bem diferente de morrer, recorrer a Lavoisier
“nada se perde tudo se transforma”, só que muitas coisas levam uma eternidade
para se regenerar, isto precisa ser dito a alguns.
Más
este papo começou com Joao do santo, Santinha e Santuário, onde pia o melro,
canta o canário, sua experiência me impulsiona acreditar ser possível criar um
novo cenário, até chegar como ele mesmo diz a um solo nobre, um solo que não é
solo do eu sozinho, más de uma orquestra. Como diria o poeta, no caso
parafraseando eu mesmo “o que mais admiro em uma orquestra, é a capacidade em
manter uma fila...harmônica”
Eu
de minha parte inspirado em Joao, Paulinho, Cosme e Amélia, Neném e outras
crianças, que, acordaram com o canto da Araponga, continuo mantendo viva a
minha criança interna, a outros sugiro que deem com urgência, alta a sua
criança, que á muito está, interna neste calabouço que criou, ou aceitou ser
jogado.
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